Alta do petróleo reforça sustentação das cotações
O mercado de milho tem surpreendido nas últimas semanas ao indicar uma possível mudança de comportamento, mesmo diante de um cenário marcado por fundamentos mistos. A combinação de fatores positivos e negativos segue influenciando diretamente a dinâmica dos preços no cenário global.
De acordo com análise da TF Agroeconômica, a demanda externa aquecida e a perspectiva de menor produção mundial continuam sendo os principais pilares de sustentação das cotações. Em contrapartida, a ampla oferta na América do Sul e o movimento de realização de lucros por parte dos investidores ainda limitam avanços mais consistentes.
No mercado internacional, o contrato de milho para maio negociado em Chicago vinha apresentando recuperação ao longo das últimas semanas, após perdas registradas no início do ano, quando pesava a expectativa de uma grande safra nos Estados Unidos. Após երեք semanas consecutivas de alta, o movimento perdeu força devido a ajustes técnicos, com saída parcial de investidores e acomodação dos preços em um novo patamar, acima das faixas anteriores.
Entre os fatores de suporte, destaca-se a valorização do petróleo, que impulsiona a demanda por etanol e, consequentemente, amplia o consumo de milho. As exportações norte-americanas também seguem em ritmo forte, acumulando volume significativamente superior ao observado no mesmo período do ciclo passado.
Além disso, o mercado acompanha a possibilidade de redução da área plantada nos Estados Unidos, somada à expectativa de menor produção global. Outro ponto de atenção envolve o fornecimento de fertilizantes, que pode ser afetado por tensões geopolíticas, gerando incertezas adicionais.
Por outro lado, há fatores que pressionam o mercado. A queda nas vendas semanais dos Estados Unidos, o aumento das vendas por produtores e a desvalorização do real — que favorece a competitividade do milho brasileiro — contribuem para conter a valorização das cotações. A projeção de aumento da produção na Argentina, com estimativas robustas para a próxima safra, também reforça o cenário de maior oferta global.
Diante desse contexto, a tendência no curto prazo aponta para um movimento de correção após a recente alta. Já no médio prazo, a expectativa é de recuperação moderada, condicionada principalmente às definições sobre a área plantada e às condições climáticas da safra norte-americana.





0 Comentários