A BR-364 virou sinônimo de luto.

Fonte: Conectando Rondônia
Fonte: Conectando Rondônia

Em poucos dias, mais tragédias, mais famílias destruídas, mais vidas interrompidas de forma brutal.

Caminhões retorcidos, carros esmagados, sirenes no asfalto — um roteiro que se repete com uma crueldade cansativa. E isso tudo depois da implantação do pedágio, vendido como solução mágica para segurança e infraestrutura. O pedágio chegou, o risco ficou.

O asfalto segue perigoso, a sinalização falha, os pontos críticos continuam sendo armadilhas fatais. O motorista paga, mas não vê retorno. Paga para ter medo. Paga para rezar antes de seguir viagem.

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Enquanto isso, Rondônia política vive outro mundo. Um mundo climatizado, longe da rodovia e do cheiro de combustível queimado.

Deputados, líderes e aspirantes a poder estão ocupados demais reorganizando partidos, trocando de legenda como quem troca de camisa, costurando alianças e calculando votos para 2026. A BR-364 sangra.

[caption id="attachment_3959" align="aligncenter" width="740"] Fonte: Conectando Rondônia[/caption]

Brasília, Porto Velho e os gabinetes fingem que não veem. Vidas seguem sendo ceifadas, mas o assunto do momento é outro: quem vai com quem, quem sai de qual partido, quem manda em qual sigla. No fim das contas, a conta chega sempre igual: o cidadão paga o pedágio, paga com impostos… e paga, muitas vezes, com a própria vida.

fonte: A Gazeta de Rondônia

Escritor: Por Paulo de Tarso - Jornalista

FONTE/CRÉDITOS: fonte: A Gazeta de Rondônia Escritor: Por Paulo de Tarso - Jornalista